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11/06/2026

Painel aborda a força da marca “Cartórios do Brasil” e o impacto social de mutirão no Marajó

Belo Horizonte (MG) – A necessidade de sepultar a fragmentação corporativa e consolidar uma identidade institucional única sob o guarda-chuva da marca “Cartórios do Brasil” foi o tema central do painel realizado no Encontro Estadual em Minas Gerais. A condução do tema ficou a cargo da tabeliã e
registradora de Imóveis no Estado do Pará e presidente da ANOREG/PA, Moema Locatelli Belluzzo.

A palestrante iniciou sua fala contextualizando a realidade das regiões Norte e Nordeste, onde o acúmulo de especialidades em uma única serventia é a regra, diferentemente do modelo fragmentado do Sudeste. Moema alertou que a divisão interna enfraquece a categoria perante o Parlamento e o Poder Judiciário.

“Quando a gente pensa em cartório, a gente pensa em todas as nossas especialidades. E para o usuário, para quem legisla, para quem julga, eles não fazem diferença. Reunir as especialidades, estados e realidades distintas em uma única imagem e um único grande guarda-chuva que é a ANOREG, esse é
o nosso maior triunfo e ferramenta estratégica para avançar nas pautas políticas”, defendeu Moema.

A palestrante apresentou os resultados de pesquisas recentes que atestam a excelente reputação da atividade perante a população, embora tenha feito uma ponderação analítica sobre a origem dos ataques que a classe sofre em Brasília.

“Uma pesquisa do Datafolha apontou que os cartórios alcançaram a nota média de 8.2, liderando o ranking de confiança entre 15 instituições avaliadas. E em maio de 2026, outro levantamento apontou que 92% consideram seguros os documentos e atos praticados. Por que então a gente recebe tanto ataque? Eu tenho uma tese: essa pesquisa envolve a população em geral, mas ela não pega o resultado daquele player determinado que está lá no Congresso legislando ou julgando. É por isso que precisamos falar para fora e comunicar com clareza”, ponderou Moema.

Bastidores no Marajó

A vice-presidente de Relações Institucionais do RIB-MG, Ana Cristina Sousa Maia, subiu ao palco para endossar a tese de unificação da marca e trouxe um relato comovente sobre sua participação na quarta edição da Justiça Itinerante Cooperativa da Amazônia Legal, coordenada pelo CNJ e realizada na comarca
de Portel, na Ilha do Marajó (PA) — município marcado por um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.

Ana Maia narrou o momento em que, voluntariamente, vestiu o colete dos Cartórios do Brasil para auxiliar no balcão de atendimento do Registro Civil de Pessoas Naturais (RCPN), vivenciando o impacto do sub-registro na população mais vulnerável.

O painel foi encerrado com a exibição de um vídeo institucional gravado nos locais de atendimento em Portel, documentando o esforço concentrado dos registradores ao lado de juízes e defensores públicos na escola local.